A transformação do lar e dos nossos interesses durante a pandemia.

Nossa casa sempre foi um dos principais lugares das nossas vidas. Mas na pandemia ela ganhou muito mais destaque e, sem dúvidas, é onde mais vivemos.

Então, para avaliar as mudanças que isso trouxe para nós, a empresa Google realizou uma pesquisa em 2021 baseada em seus dados de busca e nos do YouTube – analisando mais de 100 categorias de assuntos relacionados com casa. Ainda, fez uma parceria com a Consumoteca, para uma imersão em 20 lares. Foram acompanhadas pessoas de diferentes classes sociais e arranjos familiares em Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza.

Nesse sentido, além de compreender o que mudou na nossa relação com a casa, as análises foram conduzidas por duas perguntas principais:

  1. “Quais comportamentos serão mantidos depois de um ano e meio vividos como nunca dentro de casa?”
  2. “Quais serão os novos rituais e demandas de consumo da casa do brasileiro?”

Veja a seguir os principais dados e insights que revelaram uma revolução na forma de nos relacionarmos e considerarmos nosso lar.

 

1. Precisamos adaptar nossa casa para esse novo momento

Quando a pandemia começou, as pessoas passaram a viver muito mais tempo em suas casas. Então, esse foi o período de adaptações: nossa casa precisava ser ajustada para atender às novas demandas.

Segundo a pesquisa, em junho de 2021, 42% das pessoas declararam que a pandemia as fez terem uma nova relação com seu lar. Agora, dão mais valor e sentem uma conexão maior com sua residência.

 

2. Hoje nos importamos mais com nossa casa

Após tanto tempo de isolamento, percebemos que nossos planos não poderiam ser adiados por mais tempo. Portanto, fatores como reformas, mudanças, casamento, nascimento de filhos e divórcio nos trouxeram novas necessidades e desejos; nossa casa precisa representar o que planejamos para nosso futuro.

Desse modo, a pesquisa mostrou que 57% dos entrevistados dizem que seu lar continuará sendo prioridade mesmo quando a pandemia acabar e que continuarão investindo nele.

 

3. Agora conhecemos nossa casa como nunca

Após passar tanto tempo em nossa residência, sabemos melhor o que deve ser ajustado e o que precisamos fazer para resolver nossas dores domésticas.

Seja para consertar ou melhorar algo, as buscas na internet são motivadas por encontrar itens para a casa considerando estes quatro aspectos:

  1. Funcionalidade: envolve produtos que passaram a ser essenciais na rotina e na usabilidade da casa devido às mudanças que vivemos com a pandemia;
  2. Conforto: afinal, a necessidade de sentir mais bem-estar em nossa casa aumentou;
  3. Performance: uma forma de trazer para nosso lar as experiências que vivíamos fora de casa;
  4. Inovação: relacionada com o desejo por novidades.

 

4. A sala agora é um ambiente multifunções

Considerando essas mudanças, houve também a necessidade de reformular alguns cômodos da casa, especialmente a sala: o espaço central de todo lar.

Além de ser um ambiente de convivência, a sala tornou-se o lugar para trabalhar, estudar e onde acontecem todas as refeições e o lazer. Nesse sentido, mesmo com a queda do isolamento social e com as pessoas voltando a viver experiências de entretenimento fora de casa, a sala tem sido mais valorizada pelas famílias.

A pesquisa apresentou que 41% dos entrevistados veem a sala como o principal cômodo ao considerar futuras compras de artigos para casa.

Do mesmo modo, as buscas por móveis relacionados com conforto e otimização de espaço aumentaram, ao comparar o primeiro semestre de 2020 com o de 2021: as pesquisas por móveis modulares subiram 37%, e as buscas por sofá 29%.

 

5. A necessidade de se obter um espaço ideal para home office

As pesquisas por itens de escritório subiram ainda mais. Ou seja, as pessoas que trabalham remotamente em suas casas encontraram a necessidade de ter um ambiente de trabalho confortável e estruturado para essa função.

Quem já tem um escritório em casa, quer melhorá-lo; quem não tem, quer começar a montar um. Como exemplo, a procura por mesas e cadeiras ergonômicas e reguláveis subiu 51%.

 

6. O quarto como espaço para o conforto sensorial

Experiências que tragam relaxamento, bem-estar, estão entre as mais pesquisadas. As pessoas mostraram um interesse que vai além de ter uma cama confortável: agora, buscam termos associados com qualidade e maciez de roupas de cama e toalhas.

Em outras palavras, a procura por termos relacionados com maciez e fios penteados teve um crescimento de 28% ao comparar o 1º semestre de 2021 com o mesmo período de 2020. Também cresceu o interesse por objetos que facilitam a organização do quarto: camas-baú tiveram um aumento de 17% nas pesquisas.

 

7. A natureza como uma área de escape

Quintais e varandas apareceram como um forte item de desejo nas pesquisas, mesmo considerando a volta gradativa das rotinas fora de casa.

Por outro lado, mesmo quem não tem área externa em seu lar mostrou o interesse de ter mais contato com a natureza. Pesquisas sobre como cuidar de plantas e ter um jardim dentro de casa também subiram.

 

Reflexões sobre essas mudanças

Definitivamente, a partir dessas informações vemos que os brasileiros agora enxergam seu lar como prioridade, e os dados indicam que nossa conexão com a residência continuará forte mesmo quando chegarmos ao fim da pandemia.

Além de as pessoas mostrarem-se mais preocupadas com seu bem-estar e conforto dentro de casa, elas também querem consumir itens que não somente solucionem suas dores domésticas, mas também que esses produtos façam a diferença em suas vidas.

Enfim, é muito interessante ver como essa pesquisa se relaciona com a busca das pessoas por melhores experiências em sua moradia, assunto que aparece sempre por aqui, em nosso blog.

Quer saber mais sobre as tendências em morar com alta qualidade de vida? Convidamos você a ler o artigo Saúde e família: o novo olhar ao escolher um novo lar.

 

Fonte: Think With Google – A casa brasileira: dados e insights sobre a revolução nos nossos lares durante a pandemia